A presença de Jesus está nos pobres e nos sofridos. A santidade dos olhos está em saber reconhecer este Jesus nos pobres que nos cercam. E, nesta obra, Isabel foi provada como santa. Um dia recolheu um mendigo leproso aos seus aposentos reais, curando suas feridas. Seu esposo, Rei Dom Diniz, avisado por um criado, correu a repreendê-la. Entrando no quarto, o próprio rei vê que o rosto do mendigo tomava a face de Jesus, e mais uma vez o rei pede perdão à Rainha Santa.

A fama da santidade de Isabel já tomava conta do reino todo. A ela corriam todos os pobres e tudo o que a rainha possuía ela distribuía entre eles. Descia com o avental cheio de moedas e alimentos. Fundou orfanatos e construiu muitas igrejas. Freqüentemente o esposo, Dom Diniz, repreendia sua generosidade. Até que um dia a proibiu de descer ao pátio com os pobres e ajudá-los.

Então Isabel escolhia os dias que o rei saía em viagens e caçadas para reunir seus pobres e distribuir dinheiro e alimentos às ocultas. Foi numa dessas ocasiões que aconteceu o agora famoso “Milagre das rosas”.

Aproveitava Isabel a saída do rei para recolher os pobres e partilhar o seu pão. Era inverno e não havia nem flores nem ramos verdes no jardim. Isabel caminhava pelo pátio com o avental e o manto cheio de pães quando é avisada por suas damas que o rei retornava pelo mau tempo. O rei então a surpreende pelo caminho e pergunta:

–          “O que tens no seu colo Isabel? Quero a verdade!”

–         “São rosas… rosas… meu senhor”, diz a rainha.

O rei sorri ironicamente, olhando o jardim seco pelo frio e diz:

–          “Rosas, com esse inverno?”

–         “Sim, são rosas”, disse a rainha.

–         “E eu não posso ver estas rosas, talvez a rainha queira ofertar ao rei uma delas. Elas são tão raras no inverno…”

As criadas empalideceram pois acharam infantil demais a resposta de Isabel. O rei agora iria castigar a mentira. Então Isabel serenamente abre seu manto, dizendo:

–          “Veja, meu senhor, são rosas, perfumadas e muito belas!”

O rei, as criadas e todos compreenderam que um grande milagre acontecera. E todos ficaram num grande silêncio.

O rei desmontou-se do cavalo e beijou as santas mãos da rainha piedosa.

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